Crítica
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A cabeleireira Dalva vence um concurso e ganha uma passagem para Miami, e com isso, finalmente, vê sua chance de mudar de vida e sair da situação opressiva que leva ao lado de sua mãe controladora e seu ex-noivo Vítor. A cena de abertura do filme de Tata Amaral parece inofensiva. Dalva (Leona Cavalli) pós…
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A espera do compasso é o tempo em que um músico aguarda sua deixa para entrar no ritmo da melodia. “Compasso de Espera” é escrito e dirigido por Antunes Filho, dramaturgo e diretor de teatro de relevância, branco. O filme narra a solidão de um poeta e publicitário negro de classe média: Jorge, interpretado por…
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Tal como as cenas iniciais de Quelé do Pajeú, Anselmo Duarte está longe de desfrutar de um cômodo consenso crítico. Apesar de ter conquistado a única Palma de Ouro já atribuída a uma produção nacional, com O Pagador de Promessas (1962), ele permanece numa ingrata zona cinza da história da cinematografia brasileira. Chamá-lo de cinemanovista…
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Em torno de 1953, época em que “O Canto do Mar” foi gravado e distribuído, o Brasil experimentava os primeiros anos de uma forte, e tardia, transformação social. A urbanização, a industrialização, e a sociedade de massa solidificavam suas raízes — cada vez mais fincadas quase exclusivamente na região Sudeste do país, onde grandes cidades…
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Eu me lembro dos fatosQue meu avô cantava nas noites de frioNão chorava, porém não sorriaMentir não mentia, fingir não fingiu Deu bandeira, dançou na primeiraDançou capoeira, dançou de bobeiraDançou na maior, deu canseiraSambou na poeira, tossiu na fileiraDançou pra danar Liberdade além do hÔrízonteMorreu tanta gente de tanto sonharQuem foi? (Foi Zumbi!) Itamar Assumpção –…
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No filme, o quão enganosamente simples são as coisas talvez só seja menos arrebatador que perceber o quão verdadeiramente simples elas são. Não é nenhum segredo e talvez seja até um pouco envelhecida a ideia de que é necessária uma complexidade desproporcional para chegar numa compreensão (analítica e reprodutiva) da simplicidade. Porém, também não é…
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O Cineclube São Bernardo entrevistou Adriana Figueiredo, cineasta, artista, compositora e atriz que interpreta Vitória em Feminino Plural (1976), também filha da cineasta Vera de Figueiredo. A entrevista contou com a participação dos curadores do CSB e de Catalina Sofia, crítica convidada a escrever sobre o filme. CSB [Gabriel]: Como e em que contexto surgiu…


