• Amanhã (Bar esperança, Hugo Carvana, 1983)

    A vista fica duplicada: o efeito que um filme tão marcadamente atrelado a determinado tempo e lugar é capaz de provocar, observado com a distância dos anos, é dos mais complexos. Em que ano estamos, mesmo? O que era um bar (ou, o BRA… sil, como, algumas doses depois, poderia embaraçar o bêbado) em 1983 e o que é a mesma instituição, hoje? Quantas cenas de bar, com gente, muita gente, gente pra caramba, o leitor consegue lembrar no cinema brasileiro recente? Uma, duas, talvez nenhuma: todos os bares fecharam, estão fechando, vão fechar. O bra acabou. E não se…

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  • Sinuca de bico

    Chutado, amassado e barbarizado por meganhas e milicianos – aliás, um é focinho do outro: óclão escuro, camisa peito aberto, berro à mostra na cintura – Queró rola pelo barranco. Pereceu o pivete, em roupa branca manchada de sangue e lama. Trata-se de uma sequência bem próxima do final de Barra pesada (1977), filme dirigido por Reginaldo Faria, baseado em romance de Plínio Marcos.

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