• Discreto charme, aurora juvenil

    “Foi no meio do salãoFoi lá por 72Que eu descobria lei dos corposFoi céu aberto, verdes anosPouco mais que nada pra pensar”(Verdes Anos, de Nei Lisboa) Fazer um filme era como montar uma banda de rock na Porto Alegre dos anos 80. Uma gurizada se juntou e com uma câmera super-8 em mãos fez alguns curtas e três longas até 1983, ano em que receberam uma oferta irrecusável de Sérgio Lerrer para rodar um longa-metragem em 35mm. Esse filme era Verdes Anos, com roteiro de Álvaro Teixeira, adaptado do conto mineiro de Luiz Fernando Emediato, surgido como um projeto superoitista…

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  • Amei um Bicheiro: um filme de crime brasileiro

    Jorge Ileli, ao lado de Paulo Wanderley, inseriu-se na história de nosso cinema com um filme policial produzido pela trágica Atlântida Cinematográfica. Ele tem lugar particular na produção da companhia por não se enquadrar no gênero brasileiro “chanchada” pelo qual a Atlântida se tornou conhecida e dedicou grande parte de seus investimentos. Erguido da criminalidade carioca dos anos 1950, esse não é um filme de amor, apesar do que possa sugerir o título chamariz. As relações amorosas servem apenas de pretexto para a trama se desenrolar e nela revelam-se suas raízes: o thriller americano e o neorrealismo italiano. O filme…

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