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Giovanna Bohrer

Estudante de jornalismo, mora em Curitiba e tem experiência em jornalismo cultural, assessoria de imprensa e comunicação audiovisual. Apaixonada por cinema, estuda filmes e crítica cultural de maneira independente e escreve análises sobre esses temas em sua newsletter. Já cobriu eventos como Olhar de Cinema, FRIACA e Afrika XX e teve textos publicados em variados sites e veículos de imprensa.
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  • Se eu paro, você para: Braços Cruzados, Máquinas Paradas, de Sérgio Toledo e Roberto Gervitz

    nov 28, 2025
    Crítica
    Giovanna Bohrer

    Se eu paro, você para: Braços Cruzados, Máquinas Paradas, de Sérgio Toledo e Roberto Gervitz

    O primeiro filme a ser exibido na história do cinema retrata 45 segundos do fim de uma jornada de trabalho. Os irmãos Lumiére, em 1895, apontaram a câmera à sua própria fábrica em Lyon e ali documentaram a passagem apressada de operários rumo ao lado de fora dos portões. Não há algo que se queira alcançar com essa captura além da possibilidade de reproduzir movimento em imagens, mas, indiretamente, o enquadramento nos acaba revelando outra coisa. Esses corpos apressados, que escapam por todas as direções, cujo destino nos é desconhecido para além de uma única certeza: a de que caminham…

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  • Cristais de Sangue: epopeia mutualmente construída

    set 12, 2025
    Uncategorized
    Giovanna Bohrer

    Cristais de Sangue: epopeia mutualmente construída

    “[…] Tudo! vivo e nervoso e quente e forte,Nos turbilhões quiméricos do Sonho,Passe, cantando, ante o perfil medonhoE o tropel cabalístico da Morte…”Cruz e Sousa – Antífona À primeira vista, o aceno do panorama atlântico colorido pelo pôr-do-sol. Na despedida, saudações desse mesmo cenário: o corpo d’água na mesma placidez anterior, sob um céu banhado pela mesma família de tons laranja. Tomo esse aspecto cíclico como uma das primeiras certezas, à medida que percebo e me familiarizo com o processo de atemporalidade que Cristais de Sangue propõe. Não é que este seja um caso de não-linearidade, mas sim de um…

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  • O Canto do Mar, de Alberto Cavalcanti 

    abr 18, 2025
    Crítica
    Giovanna Bohrer

    O Canto do Mar, de Alberto Cavalcanti 

    Em torno de 1953, época em que “O Canto do Mar” foi gravado e distribuído, o Brasil experimentava os primeiros anos de uma forte, e tardia, transformação social. A urbanização, a industrialização, e a sociedade de massa solidificavam suas raízes — cada vez mais fincadas quase exclusivamente na região Sudeste do país, onde grandes cidades tornavam-se polos atrativos para a vinda de migrantes de outras regiões brasileiras. E o Nordeste, que já havia passado por diversos processos migratórios desde a época de um Brasil ainda império, inaugurou um novo êxodo, agora rumo ao sul. E aqui, em especial, rumo ao…

    Leia mais: O Canto do Mar, de Alberto Cavalcanti 
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