A invenção do Brasil passa pela invenção do brasileiro, do povo brasileiro. O popular vem do povo. Ele está nas massas das ruas e nas salas de cinema lotadas. Na luta por condições de vida melhores e no riso fácil de sujeitos típicos e canções conhecidas. O ano do CSB termina com um ciclo voltado ao popular: ao popular no cinema, e ao cinema popular. Cinco filmes que refletem essa face dupla e trazem consigo alguns reflexos da massa diversa e pulsante que é a população nacional.

Com Terra Para Rose, começamos caminhando junto ao povo no terreno documental. Seguimos ao lado de Rose, mas também de milhares de famílias camponesas que como a protagonista lutam pela ocupação de um grande latifundiário improdutivo no Rio Grande do Sul. Ainda no espaço rural, passamos ao espantoso sucesso de público que foi e continua sendo o cinema de Mazzaropi. Entram em contato figuras tradicionais e estereótipos de épocas e lugares específicos, mas que reveberaram aos milhões. Tristeza do Jéca nos lembra da personagem do título, mas também do conflito camponês com o coronelismo, na chave da comédia e da troça. No Quilombo de Cacá Diegues, o popular está na revolta e na luta dos povos escravizados, mas também na construção narrativa de um Quilombo aos moldes clássicos, e na inserção de Palmares dentro de uma ideia de cinema popular. Retornamos ao tempo das chanchadas com Carnaval Atlântida, as figuras magnéticas de Grande Otelo e Oscarito, e os grandes projetos industriais de cinema popular nacional dos anos 1940 e 50. Por fim, Braços Cruzados, Máquinas Paradas nos devolve ao documentário e ao registro “direto” com a realidade, neste caso com a luta trabalhista. A câmera, pelo ponto de vista da oposição, acompanha as eleições de um sindicato há anos comandado por uma diretoria pelega e se insere em meio às greves metalúrgicas que movimentaram o contexto político brasileiro nos anos 70 e influenciam até hoje a vida no Brasil.

Nessa toada, convidamos você, popular, para comparecer, assistir, e conversar sobre cinema brasileiro conosco neste último ciclo de 2025. O Cineclube São Bernardo acontece quinzenalmente às quartas-feiras, às 19 horas, na Cinemateca de Curitiba. Te esperamos por aqui.

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Cineclube São Bernardo

Cinemateca de Curitiba

R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174

São Francisco, Curitiba – PR, 80510-040

cineclubesaobernardo@gmail.com

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Frequência

Quinzenal, quartas-feiras

19h — 22h