“Verdes anos”, passado sem nostalgia

Escrito por Giba Assis Brasil em 18 de julho de 1984.

VERDES ANOS é um filme sobre pequenas coisas que, num determinado momento, aconteceram na vida da gente faz força para acreditar que não tinham importância nenhuma.  Para mostrar essas coisas, a gente escolheu um grupo de pessoas entre 16 e 17 anos de idade, de várias classes sociais, e que têm em comum o fato de serem colegas numa turma de último ano de segundo grau, numa escola pública numa cidade do interior do Rio Grande do Sul.  E situamos a ação num fim de semana lá por junho ou julho de 1972.  Dentro do filme, essas pessoas, essa gurizada, vai disputar o jogo decisivo no campeonato de futebol de salão, vai colar numa prova de química, os meninos vão brigar pelas namoradas no baile, as meninas vão tentar ser eleitas rainhas do colégio, um dos meninos vai curtir uma paixão platônica pela professora de literatura, uma das meninas vai tentar desencadear a revolução sexual com o professor de educação física, e todos vão fazer força para imitar os adultos sem dar muita bola pro que os adultos tão pensando deles.

Algumas das piores coisas que estavam acontecendo no país naquela época vão passar por perto.  Mas eles, a gurizada, não vão perceber nada disso.

Porque eles tão muito mais preocupados é com essas pequenas coisas que não transformam a vida de ninguém, mas que mesmo assim a gente tá tentando mostrar que eram extremamente importantes.  E pelo menos um desses personagens vai chegar ao final do filme tendo descoberto um sentido e uma saída pra esse ciclo, e isso vai ser realmente muito importante pra vida dele.  É claro que o filme é contado “de dentro”, sem nostalgia, sem chorar muito tempo perdido ou esquecido: a gente, a equipe e os atores que fizeram esse filme, considera que o nosso presente faz parte desses VERDES ANOS, seja qual for a cor de 1984.  

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